sábado, 12 de janeiro de 2013

Vamos cambiar?


Viajar. Ah!!! Viajar!!! Adoooro!!!! Mas o período pré-viagem exige cuidado, atenção e muito trabalho. Tudo para a viagem se concretizar um sonho e não um pesadelo. Tem quem prefira comprar um pacote de viagens com uma agência de turismo. Eu prefiro providenciar tudo sozinha. Daí a viagem já começa antes do embarque. Uma série de itens tem que ser providenciada: passagem aérea, hotel, locais a serem visitados, restaurantes para refeições, vacinas (sempre que necessário), fuso horário, moeda local, e por aí vai. A moeda então é um  caso a parte. Quando você viajar para Brasil, esquece. Um item a menos. Só tem que se preocupar com a diferença de preços entre as regiões. Agora se a viagem é para outro país, bate aquela dúvida: que moeda eu levo? Será que lá aceitam reais? Devo levar dólares? Obviamente se a moeda local é dólar, você vai levar dólar. Se a moeda local é euro, você vai levar euro. Mas e se for peso (argentino, chileno, uruguaio, filipino, mexicano, colombiano), Teca, Tenge, Lev, Metical, Balboa (não estou falando do Rocky, e sim da moeda do Panamá!) ou Novo Sol? Minha estratégia: levo alguns reais (vai que aceitam?!), alguns dólares americanos (sempre aceitam) e um travel card (podendo ser em dólar ou euro, visto que o saque é feito em moeda local). Acho mais seguro distribuir assim porque não corro o risco de não conseguir sacar da minha conta corrente e nem levar um susto com a cotação do dia do fechamento da fatura do cartão de crédito. E justo por conta do câmbio para a minha próxima viagem que estou escrevendo este texto. Chegamos à casa de câmbio e, curiosamente, estava com o balcão repleto de “cambiadores” (mais uma palavra inventada por mim, eu acho!). Pensei: ‘Nossa! O povo está viajando mesmo. Já vim aqui nesta mesma casa de câmbio em outras ocasiões e sempre entregue as moscas... ’. Um senhor me atende. ‘Por favor, qual a cotação do dólar para compra?’. Ele me informa e eu peço uma quantia, digamos... nem muito, nem pouco. Ele vira e rapidamente nos encaminha para uma cabine. Oi? Cabine? Eu e meu marido?. ‘Sim senhora, fique na cabine, por favor, e prepare a quantia que já trago os dólares’. Puxa! Me senti ‘a endinheirada’. Olhei o povo  no balcão e pensei: ‘seus pobres! Nem mandaram vocês para cabine!!’. Cabine quente. Apertada. Nós dois suando... Falei para o Fabio: ‘estamos de castigo? Somos feios? Ele pensa que vamos assustar ou roubar alguém e nos colocou aqui? Cadê ele que não volta com essa mixaria de dólares?’ E aí bateu o medo. Cara! Neguinho vai pensar que estamos cheios de dinheiro com esse circo todo e vão nos seguir, sequestrar, bater e roubar. E quando descobrirem que esse trabalho todo foi por conta de tão pouco, vão bater mais e nos desovar a gente em algum lugar. Caraca!!! Medo medo medo!!! E no meio da paranoia olho para baixo e o que eu vejo? Uma cabeça de alho atrás da porta. Uma cabeça de alho atrás da porta??? Sim!! Uma cabeça de alho atrás da porta. Cara, faz algum sentido para alguém? Se fosse uma loja perto de uma feira livre, poderia ter caído de algum carrinho, mas na Av. Rio Branco? Mostrei para o Fabio e, como já era de se esperar, comecei a rir. Sabe aquelas crises de riso que parece não ter fim? Fora de controle? Que você quer parar e não consegue? Meu marido falou: ‘Giselle, para que você esta ficando roxa!’. E nada. ‘Giselle, para que o homem vai voltar e você vai estar assim?’. E eu? Com a cabeça baixa, debruçada sobre a mesinha da cabine rindo, rindo, rindo, meio desesperada com a aquela situação toda. Pronto. Me controlei. Parei de rir. Cheia de lágrimas nos olhos e no rosto, mas sem rir. Entra o homem com os dólares e mando eu: ‘agora quero um travel card em Euro’. Ele: ‘Euro?’. Com os dólares na mão. ‘Você quer euro ou dólar?’. Ai meu padim padi ciço... Se eu quisesse travel card em dólar, teria pedido em dólar. Se eu pedi em euro, é porque quero em euro. Respirei fundo, olhos nos olhos do senhor para não correr o risco de olhar para baixo, dar de cara com o alho e ter outra crise de riso. Euro. Eu quero travel card em Euro. Ele fez uma cara de quem não entendeu bem, e me perguntou: ‘Vai ficar no seu nome ou do seu filho?’. Filho??? Oi??? Como ele sabe que eu tenho filho? Eu não falei isso para ele... Um abismo entre eu e o olhar dele... Aí ele, disposto a me irritar (só podia ser isso), ele aponta para o meu marido e manda de novo: ‘Ele não é o seu filho?’. PARA TUDO!!!! Para quem não conhece, o meu marido é DOIS longos nos mais velho do que eu. DOIS anos e  DOIS meses. INTEIROS!!! Acho que lancei o meu olhar mais aterrorizante para ele. ‘O QUE? O SENHOR ESTÁ LOUCO? ACHA QUE EU TENHO IDADE PARA SER MÃE DE UM MARMANJO DESSE? ELE É MEU MARIDO!!!!’. Fabio já em crise, segurando o ombro o senhor. ‘É melhor o senhor parar e não tentar se explicar. Depois vai sobrar pra mim!!’. O homem todo desconcertado: ‘Desculpe! É que eu estou olhando para a senhora e nem olhei para cara dele’. Como assim? Me orienta a entrar na cabine com um homem e nem olha para cara dele? E se fosse um assaltante? E se fosse um bandido? E se... E se... E ainda me diz que é meu filho? Homens, atenção!! Dica de sobrevivência. Na dúvida, não diga nada. ‘Ele’ pode ser o filho, pode ser o marido, pode ser o irmão, pode ser qualquer coisa. Agora, se você chutar, e chutar errado, quem pode ganhar um chute é você!!! Aff!! Por quê eu não chutei ele? Por quê? Por quê? Da próxima vez que precisar cambiar eu volto lá com o meu filho e vou falar para ele: ‘Senhor, eu quero dólares e também quero lhe apresentar O MEU FILHO!’. E se alguém encontrar esse senhor para aí, me façam um favor: digam que a cabeça de alho não vai funcionar se ele não colocar urgentemente um par de óculos. Vai que alguém tem um reflexo melhor que o meu e chuta ele?! Vai que...

3 comentários:

  1. Caraca Giselle, tú já tinha me contado essa história, mas morri de rir novamente.

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  2. essa eu não tinha lido ainda... Me acabando de ri

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    1. Queria ver se falassem que o bigode era seu filho se você ia rir. Hahahahaha

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