Acreditem: é possível se perder em Mesquita. É possível que
uma pessoa que mora em Mesquita se perca em Mesquita. Ok! Essa pessoa sou eu.
Ok, de novo! Não tenho mesmo senso geográfico. Mas, na boa... não sabia que o
meu município era “tão” grande. Eu não sabia nem que tinha Detran aqui. Pronto!
Descoberta feita, CNH renovada, vamos lá buscá-la. Sim, buscá-la. Podemos então
concluir que era, pelo menos, a segunda vez que estive naquele lugar. Me perdi
na primeira vez (na ida de na volta). Dessa vez, me perdi somente na volta.
Entro numa rua, saio em outra, e em mais outra sem saída. Volto tudo (ou parte
do tudo), entro em outra rua e resolvo perguntar. Vou lembrá-los que o meu
carro é estilo “do bonde”. Preto, filmado, mala que cabe um corpo. Paro em
frente a uma oficina com três homens.
Eles devem estar devendo para alguém, porque ficaram bem assustados quando
parei. Abaixo o vidro e falo com uma voz bem branda: “Bom dia senhores!
Poderiam me informar como pego a Dutra sentido Rio?”. Eles se entreolham.
Mudos. Aí um vira para o dois e diz: “Não, por ali é difícil para ela.”. Oi?
Ali onde? Ele não falou ainda... Como pode saber se difícil para mim? Por que
difícil para mim? Aff! Aí o três vira para mim e manda: “A senhora vai para o
seu lado. Segue segue segue e vai indo. Quando chegar lá na frente a senhora
vira.” Ah tá! Obrigada. Eu fui. Para o meu lado (entendi que era o esquerdo) e
parei para pedir informação novamente. O senhorzinho me respondeu: “Esquerda,
direita e esquerda de novo”. E lá estava ela me esperando. Via Dutra. E foi então
que eu me perguntei: “Por que mesmo que eu não liguei o GPS?”.
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