segunda-feira, 24 de junho de 2013

Perdida em Mesquita



Acreditem: é possível se perder em Mesquita. É possível que uma pessoa que mora em Mesquita se perca em Mesquita. Ok! Essa pessoa sou eu. Ok, de novo! Não tenho mesmo senso geográfico. Mas, na boa... não sabia que o meu município era “tão” grande. Eu não sabia nem que tinha Detran aqui. Pronto! Descoberta feita, CNH renovada, vamos lá buscá-la. Sim, buscá-la. Podemos então concluir que era, pelo menos, a segunda vez que estive naquele lugar. Me perdi na primeira vez (na ida de na volta). Dessa vez, me perdi somente na volta. Entro numa rua, saio em outra, e em mais outra sem saída. Volto tudo (ou parte do tudo), entro em outra rua e resolvo perguntar. Vou lembrá-los que o meu carro é estilo “do bonde”. Preto, filmado, mala que cabe um corpo. Paro em frente  a uma oficina com três homens. Eles devem estar devendo para alguém, porque ficaram bem assustados quando parei. Abaixo o vidro e falo com uma voz bem branda: “Bom dia senhores! Poderiam me informar como pego a Dutra sentido Rio?”. Eles se entreolham. Mudos. Aí um vira para o dois e diz: “Não, por ali é difícil para ela.”. Oi? Ali onde? Ele não falou ainda... Como pode saber se difícil para mim? Por que difícil para mim? Aff! Aí o três vira para mim e manda: “A senhora vai para o seu lado. Segue segue segue e vai indo. Quando chegar lá na frente a senhora vira.” Ah tá! Obrigada. Eu fui. Para o meu lado (entendi que era o esquerdo) e parei para pedir informação novamente. O senhorzinho me respondeu: “Esquerda, direita e esquerda de novo”. E lá estava ela me esperando. Via Dutra. E foi então que eu me perguntei: “Por que mesmo que eu não liguei o GPS?”.

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