quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Unhas rosas. Eu não gosto, mas e daí?



Manicure. Na hora do almoço. Tem que ser corrida. Não pode perder tempo. Então já vou em mente a cor da semana para ir adiantando o serviço. As minhas opções se limitam a Black, Café, Black com Rebú, Café com Rebú, Jabiticaba e, no máximo, quando quero inovar... algum tom de vermelho (escuro). É possível notar que não curto cores claras para esmalte? Então... Adentro o recinto me despedindo do esmalte Jabuticaba e dando as boas vindas para o... deixe-me ver... huuummm... Essa semana quero um vermelho. Fechado. Tendendo pro vinho. Escolho, escolho, escolho e... bingo! Esse aqui. Pergunto: esse meio cintilante, pode ser usado sozinho? Ela responde: Sim, pode. Ótimo, penso eu, então vai ser esse. Ela, não conformada com a minha rápida decisão, pega um esmalte rosa e pergunta: Você não quer esse? Não, obrigada. Não gosto de rosa. E esse? Não gosto de esmalte claro. E esse? Esse é rosa claro. Não gosto de rosa, nem de esmalte claro. E esse? (outro rosa) Me limito a responder: Não. E esse? Não. E esse? (Penso: ela entendeu que não gosto de rosa? E esmalte claro?). Unha pronta para esmaltar. Ela saca um esmalte qualquer que nem vi o nome e me fala: Vou passar esse de base. Mas você não disse que o esmalte que escolhi poderia ser utilizado sozinho? Disse, mas esse de base vai ficar melhor. Mas... Desisto de argumentar. Deixa pra lá. Ela da uma pincelada do esmalte, pega a acetona, tira o esmalte, devolve para o mostruário, e pega outro. Esmalta rápido quatro unhas. Por que você trocou de esmalte (pergunto)? Porque o outro (que ela havia escolhido e não eu) estava no final e muito grosso. Esse aqui é lindo. E eu: Mas é rosa. E ela: Mas é lindo!
Ok! Me rendo! Desisto! Unhas rosas por uma semana.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Meu inseto favorito!

Escuto barulhos. Barulho de papel. Alguém remexendo em papel. Mas como? Somente eu estou nesse carro e estou dirigindo. Putz!!!! É um bicho. O barulho está vindo da porta do carona. Ele está dentro do porta treco da porta do carona. É uma barata. Tenho certeza!!! E se ela voar? E se ela voar pra cima de mim?? Pode ser um besouro. Ele também voa (não voa?). Preciso parar esse carro e arrancar esse bicho daqui. Preciso de coragem para isso. Preciso parar. Preciso parar. Preciso parar!!! Cadê o acostamento??? Bendita Linha Vermelha sem acostamento. Engarrafamento. Nunca pensei que fosse agradecer pelo engarrafamento de todo dia! Paro. Abro a porta. O bicho não aparece. Ah ele vai ter que sair. Desço do carro. Fico de olho procurando o infeliz. O motorista do carro ao lado pergunta: Precisa de ajuda? Tem um inseto no meu carro. Você o viu? Não, mas ouvi. Onde ele está? Aqui na porta. Graças a Deus é a mão dele que está ali e não a minha. Graças!!! Então, ele com algo nao mão que o pavor me impedia de olhar, revela: aqui só tem um cupom fiscal e uma bolinha de borracha. Vai ver quando você anda, a bolinha rola por cima do papel e faz um barulho parecido com o de um inseto. Deve ser isso... Que vergonha! Que alívio! Agradeço ao senhor que eu nem perguntei o nome e sigo tranquila, junto com o meu inseto não voador bola de borracha.