Manicure. Na hora do almoço. Tem que ser corrida. Não pode
perder tempo. Então já vou em mente a cor da semana para ir adiantando o
serviço. As minhas opções se limitam a Black, Café, Black com Rebú, Café com
Rebú, Jabiticaba e, no máximo, quando quero inovar... algum tom de vermelho
(escuro). É possível notar que não curto cores claras para esmalte? Então...
Adentro o recinto me despedindo do esmalte Jabuticaba e dando as boas vindas
para o... deixe-me ver... huuummm... Essa semana quero um vermelho. Fechado.
Tendendo pro vinho. Escolho, escolho, escolho e... bingo! Esse aqui. Pergunto:
esse meio cintilante, pode ser usado sozinho? Ela responde: Sim, pode. Ótimo,
penso eu, então vai ser esse. Ela, não conformada com a minha rápida decisão,
pega um esmalte rosa e pergunta: Você não quer esse? Não, obrigada. Não gosto
de rosa. E esse? Não gosto de esmalte claro. E esse? Esse é rosa claro. Não
gosto de rosa, nem de esmalte claro. E esse? (outro rosa) Me limito a
responder: Não. E esse? Não. E esse? (Penso: ela entendeu que não gosto de
rosa? E esmalte claro?). Unha pronta para esmaltar. Ela saca um esmalte
qualquer que nem vi o nome e me fala: Vou passar esse de base. Mas você não
disse que o esmalte que escolhi poderia ser utilizado sozinho? Disse, mas esse
de base vai ficar melhor. Mas... Desisto de argumentar. Deixa pra lá. Ela da
uma pincelada do esmalte, pega a acetona, tira o esmalte, devolve para o mostruário,
e pega outro. Esmalta rápido quatro unhas. Por que você trocou de esmalte
(pergunto)? Porque o outro (que ela havia escolhido e não eu) estava no final e
muito grosso. Esse aqui é lindo. E eu: Mas é rosa. E ela: Mas é lindo!
Ok! Me rendo! Desisto! Unhas rosas por uma semana.